Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social
Do CJ para o mundo: jovem de Perus conquista vice-campeonato mundial de jiu-jitsu

Foto: David Adesiyan/SMADS (Imagem editada com Inteligência Artificial)
Jennyfer Reis
Aos 18 anos, Mario Rodrigues de Araújo já acumula medalhas e um vice-campeonato mundial de jiu-jitsu. O jovem começou a praticar a modalidade aos 15 anos, no Centro para Juventude (CJ) Azarias Perus, serviço da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS), e encontrou no esporte uma oportunidade de desenvolver disciplina, autocontrole e novos vínculos.
Quando chegou ao CJ, em 2023, Mario não gostava muito de jiu-jitsu. A primeira aula foi marcada pelo medo e pela dificuldade de entender a dinâmica da luta. “Medo. Eu apanhei bastante. Apanhei muito, fiquei com raiva e queria bater no outro também, só que eu percebi que o jiu-jitsu não era assim”, conta.
A aproximação com o esporte havia começado ainda na infância, por influência de um tio faixa-preta. Foi no CJ, porém, que a prática passou a fazer parte de sua rotina. Hoje, Mario é faixa azul e foi vice-campeão no Mundial de Jiu-Jitsu do ano passado, na categoria juvenil pesadíssimo.
Além de contribuir para a prática esportiva, atividades como as oferecidas nos CJs proporcionam aos jovens uma rotina estruturada, com horários, regras e acompanhamento de educadores. O ambiente favorece a convivência em grupo, o fortalecimento de vínculos comunitários e o desenvolvimento de habilidades como disciplina e responsabilidade, contribuindo também para a prevenção de situações de risco as quais o público-alvo de atendimento podem estar expostos.
Para Mario, os efeitos da prática esportiva são percebidos também fora do tatame. Ele conta que se considerava uma pessoa mais estressada e temperamental antes de começar a treinar e que, com o tempo, aprendeu a controlar melhor as próprias reações.
“Me influenciou a nunca desistir do meu sonho. Porque, como vocês podem ver, tem várias pessoas aqui importantes, que, querendo ou não, ajudam o outro”, afirma Mario sobre a importância do CJ.
Entre os aprendizados, o jovem destaca a empatia, a paciência e o espírito esportivo. A experiência no serviço também fortaleceu a relação com a irmã, que treina jiu-jitsu ao seu lado e acumula medalhas. “Ela me ajuda, eu ajudo ela”, conta.
Segundo Luiz Gustavo, professor de Jiu-jitsu do CJ, o objetivo da prática não é preparar os jovens para confrontos fora do ambiente esportivo, mas trabalhar valores e habilidades que contribuam para sua formação.
“O esporte que vocês estão praticando aqui não é pra ser praticado na rua, não é pra ser praticado na escola”, destaca.
Sobre o Centro para Juventude
O Centro para Juventude (CJ) atende adolescentes de 11 a 17 anos em situação de vulnerabilidade e oferece proteção social por meio de atividades socioeducativas, com uma aprendizagem que foca no fortalecimento dos laços familiares e comunitários. Com 38 unidades espalhas pela cidade, o serviço foca na convivência social através de atividades de arte, cultura, esporte e lazer para fortalecer vínculos familiares e comunitários.
Somente no primeiro semestre de 2026, o CJ atendeu mais de 23 mil jovens. As atividades e curso oferecidos abrangem temas com o mundo do trabalho, inclusão digital, artesanato, exercícios físicos, manifestações artísticas, musicalidade, atividades de culinária e atividades recreativas.
A porta de entrada do serviço é encaminhada/validada Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e funciona de Segunda a Sexta, com dois turnos de 4 horas. Para mais informações de endereços, clique aqui.
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