Terça-feira, 8 de Setembro de 2026 | Horário: 12:14
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Curiosidades sobre o 7 de setembro e a abertura da Cripta Imperial no Ipiranga

Confira os mitos da Independência e onde estão localizados os restos mortais da Família Imperial
Pintura de Pedro Américo sobre a Proclamação da Independência

O bairro do Ipiranga, em São Paulo, é o marco zero do Brasil. Foi exatamente ali, às margens de um riacho, que o país rompeu com Portugal em 1822 e começou sua história como nação independente.

Curiosidades históricas:

  • A independência não foi pacífica, na verdade existiu uma guerra de independência que durou até 1824;

  • Regiões como Bahia, Piauí, Maranhão e Grão-Pará não aceitaram a separação de imediato. A Batalha do Jenipapo (no Piauí) e o 2 de Julho (na Bahia) foram confrontos sangrentos e decisivos para consolidar o Brasil;

  • Portugal só reconheceu a independência do Brasil em 1825 mediante o pagamento de 2 milhões de libras esterlinas;

  • Como o Brasil não tinha esse dinheiro, pegou um empréstimo com a Inglaterra. Curiosamente, o dinheiro nem saiu de Londres: foi transferido direto da conta do Brasil para a de Portugal, dando início à nossa famosa dívida externa;

  • A famosa pintura heroica de Pedro Américo sobre a Proclamação da Independência foi pintada mais de 60 anos depois do evento;

  • Quem assinou a declaração de independência Brasil foi a Princesa Dona Maria Leopoldina, em 2 de setembro de 1822, enquanto atuava como Regente;

  • O ato de Dom Pedro no dia 7 foi a resposta executiva ao documento que ela já havia preparado junto a José Bonifácio

Abertura da Cripta Imperial:

Após 4 anos, a chamada Cripta Imperial, localizada no Parque da Independência é reaberta ao público de terça-feira a domingo, das 9h às 17h com entrada gratuita.

O que é a Cripta?

  • É um memorial localizado no subsolo do Monumento à Independência dentro do Parque da Independência.

O que o local abriga?

  • Guarda os restos mortais de Dom Pedro I (primeiro imperador do Brasil), de sua primeira esposa, a Imperatriz Leopoldina, e de sua segunda esposa, a Imperatriz Dona Amélia;

  • Vale lembrar que os restos mortais foram levados para o local em datas diferentes, sendo o de D. Leopoldina o primeiro, o de D. Pedro I em 1972 e o de Dona Amélia em 1982.

Escrito por Ana Guercio 

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