Sexta-feira, 6 de Novembro de 2026 | Horário: 14:22
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6 de novembro: Dia da Malária nas Américas

Saiba como ocorre a transmissão, conheça os sintomas e veja como se prevenir

A malária, também conhecida por nomes como impaludismo, paludismo, febre palustre, febre intermitente, febre terçã benigna, febre terçã maligna, maleita, sezão, tremedeira e batedeira, é uma doença infecciosa causada por parasitas do gênero Plasmodium.

No Brasil, a região amazônica concentra 99% dos casos, sendo crianças de até 12 anos um terço a metade dos casos, segundo o Ministério da Saúde. Mundialmente, 1.5 milhão de casos de óbito são registrados, com 95% do surto na região africana e 75% das mortes em crianças de até 5 anos.

A transmissão ocorre principalmente pela picada da fêmea infectada do mosquito do gênero Anopheles, que pode carregar uma ou mais espécies do parasita. Esse mosquito também é conhecido popularmente como carapanã, muriçoca, sovela, mosquito-prego e bicuda. Sua atividade é mais frequente ao entardecer e ao amanhecer, embora também possa picar durante toda a noite. Apenas as fêmeas desse gênero transmitem a doença. A malária não é contagiosa e não passa diretamente de uma pessoa para outra por meio do contato físico.

Os sintomas mais comuns são febre alta, calafrios, tremores, sudorese e dor de cabeça. Nos casos graves, podem ocorrer exaustão, convulsões, alterações da consciência, hipotensão arterial, choque, falta de ar, hiperventilação e hemorragias. 

O diagnóstico é realizado por exames que identificam o parasita ou seus antígenos no sangue. Após a confirmação da infecção, o tratamento geralmente ocorre em regime ambulatorial. Os casos graves exigem hospitalização imediata. A escolha do tratamento depende da espécie do parasita, da idade e do peso do paciente, de condições como gravidez e outros problemas de saúde, além da gravidade da doença. Quando iniciado no momento adequado e realizado corretamente, o tratamento permite alcançar a cura. 

A prevenção envolve medidas individuais e coletivas para diminuir o contato com o mosquito transmissor e controlar sua proliferação. Entre os cuidados individuais, estão o uso de mosquiteiros e repelentes, a utilização de roupas que cubram os braços e as pernas e a instalação de telas em portas e janelas.

As medidas coletivas incluem a borrifação residual de inseticidas no interior das residências, o uso de mosquiteiros impregnados com inseticidas de longa duração, obras de saneamento para drenar ou aterrar criadouros do mosquito, a limpeza das margens desses locais e a melhoria das condições de moradia e trabalho.

Colaboração: Dr. Marcos Antonio Cyrillo - Médico Coordenador da Clínica de Infectologia do HSPM

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