Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho
Número de empresas de audiovisual cresce 176% em 10 anos em São Paulo
A capital paulista tem 39.584 mil empresas ativas no setor de audiovisual, sendo 18.301 registradas como Microempreendedores Individuais (MEIs), de acordo com dados do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), consolidados pelo Data Sampa. O universo abrange produtoras de cinema, séries, conteúdo digital, podcasts e animação, distribuidoras, agências, estúdios, empresas de dublagem, mixagem sonora e tecnologia voltada ao audiovisual.
Os dados mostram que a abertura de novas empresas teve um crescimento acumulado de 176% entre 2016 e 2025. Avaliando a primeira série histórica, a abertura anual de CNPJs no setor de audiovisual saltou de 2.502 em 2015 para 6.911 em 2025.
O volume de novos registros foi maior nos últimos 2 anos: em 2024, a alta foi de 18,3% e, em 2025, de 13,4%. “Este crescimento pode ser atribuído à valorização dos vídeos como ferramenta de comunicação, forma de expressão mais inclusiva e mais demanda pelos serviços nos streamings e redes sociais. O cenário do cinema nacional, que vem se destacando em premiações globais, também estimula mais empreendedores a verem neste segmento da economia criativa uma forma de unir tecnologia, cultura e renda”, afirma Rodrigo Goulart, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho.
Atenta a esta tendência, a Prefeitura de São Paulo mantém, desde 2022, um programa de estímulo aos empreendedores do audiovisual, privilegiando negócios periféricos e de comunidades minorizadas. O Amplifica Cine oferece aporte financeiro de R$52 mil para cada empresa selecionada, além de mentorias, capacitação e acesso a eventos nacionais e internacionais.
A política pública já ajudou a impulsionar dezenas de negócios. Um dos exemplos é a Histórias de Ter.A.Pia, canal que reúne mais de 1,5 milhão de seguidores no Instagram (@historiasdeterapia) e é hoje um dos maiores espaços brasileiros de contação de histórias do cotidiano — narradas enquanto as pessoas lavam louça. "A proposta é transformar narrativas pessoais em produtos audiovisuais de impacto social e cultural", explica Lucas da Silva Galdino, idealizador do projeto, que hoje também presta serviços de criação e produção para marcas e instituições.
Outro case de destaque é o Instituto AfroRec, iniciativa dedicada à formação e empregabilidade de pessoas negras no audiovisual. Fundado em 2019, o instituto já impactou cerca de 10 mil pessoas em todo o país, com uma grade de 17 cursos e oficinas que incluem experiências práticas em sets de filmagem reais.
A Monomito Filmes, produtora com foco em impacto social que atua para democratizar o acesso à produção audiovisual profissional em periferias e territórios de favela, também viu seu negócio dar um salto após ampliar parcerias estratégicas. Em 2023, a empresa se uniu à Haze Filmes e dobrou seu faturamento, e contratou mais de 200 pessoas apenas no último ano.
“Democratizar o acesso à cultura é uma das nossas missões na Secretaria de Cultura e Economia Criativa. O Amplifica Cine veio para ampliar o acesso e trazer representatividade para o nosso audiovisual, cada vez mais presente e atuante no mundo. Para nós é muito importante apoiar toda a cadeia de trabalho e fomentar o empreendedorismo, das minorias e comunidades periféricas,” afirma o Secretário de Cultura e Economia Criativa, Totó Parente.
O Programa de Aceleração Amplifica Cine entra na sua 5ª edição e aceita inscrições até o dia 23 de agosto. Podem se inscrever produtoras de cinema, séries, conteúdo digital, podcasts e animação, além de distribuidoras, agências e empresas de tecnologia e dados voltadas ao audiovisual. O programa é uma iniciativa da Prefeitura de São Paulo, realizado pela ADE SAMPA, em parceria com a Spcine, vinculadas respectivamente às Secretarias Municipais de Desenvolvimento Econômico e Trabalho e de Cultura e Economia Criativa. As inscrições podem ser feitas pelo site adesampa.com.br/amplificacine.
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