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Aspectos Históricos e Culturais dos Viveiros Municipais

Na década de 1920, o Prefeito José Pires do Rio decidiu criar um parque nos moldes dos parques europeus, numa várzea que se chamava, em tupi, Ypy-ra-ouêra, ou pau podre. Manuel Lopes de Oliveira, o Manequinho Lopes, entomologista e jornalista, foi o primeiro administrador dessa área. Ali foram plantados eucaliptos australianos para drenar o solo da várzea, bem como diversas espécies ornamentais nativas e exóticas, destinadas à arborização da cidade e de seus parques e jardins. Organizou o viveiro semeando árvores como Pau-ferro, Ipê, Pau-Brasil, Tipuana, Pau-Jacaré e Sibipiruna, além de plantas arbustivas e herbáceas, notadamente floríferas.

 

Em 1934, Manuel Lopes foi indicado Chefe da Divisão de Matas, Parques e Jardins. Com seu conhecimento, prestou inúmeros serviços e distribuiu beleza pela cidade. Após seu falecimento, em fevereiro de 1938, o viveiro foi batizado com seu apelido – Manequinho Lopes – através de um decreto do prefeito Fábio Prado, de 14 de março de 1938. O trabalho de Manequinho teve continuidade através de Arthur Etzel, que administrou o viveiro por mais de 50 anos.

 

Durante as décadas de 1940, 50 e 60, o trabalho de ajardinamento, arborização urbana e manutenção de áreas verdes ficou a cargo dessa Divisão, sendo o Viveiro Manequinho Lopes o responsável pelo fortalecimento de plantas ornamentais, frutíferas e hortaliças, além de contar com complexa estrutura de carpintaria, serraria, oficina etc.

 

No início dos anos 1950, uma comissão foi nomeada para organizar os festejos do IV Centenário de fundação da cidade, e resolveu construir um grande parque, com função social e recreativa, numa imensa área verde. Em 21 de agosto de 1954, foi criado o Parque Ibirapuera, com 1.800.000 m², em torno do Viveiro Manequinho Lopes. Ainda hoje os eucaliptos plantados no Viveiro marcam a paisagem do Parque Ibirapuera.

 

Em 1993, Burle Marx elaborou um novo projeto para o Viveiro, visando reintegrá-lo ao Parque Ibirapuera e valorizar suas edificações e árvores notáveis. Ao redor de cada estufa estão plantadas matrizes de espécies que permitem não só a sua reprodução nos canteiros, como também a sua valorização paisagística.

 

A partir da reforma proporcionada pelo projeto de Burle Marx, o Viveiro ocupa uma área de 48.000 m², divididos em 97 estufins, 32 quadras de produção, 2 ripados e 10 estufas, utilizados na produção de arbustos, herbáceas, plantas de interior, confecção de vasos e jardineiras, os quais são fornecidos para as unidades municipais. Na Praça do Viveiro, Burle Marx optou pela introdução de novas espécies. Assim, os coloridos canteiros ao redor do galpão da antiga serraria são matrizes de novas espécies que podem ser reproduzidas. O galpão da antiga Serraria teve a sua estrutura totalmente recuperada.

 

Nos anos 1960, em função do crescimento da cidade, surgiu a necessidade da descentralização dos serviços executados pela Divisão de Matas, Parques e Jardins. A manutenção e a conservação das áreas verdes municipais passou a ser competência das administrações regionais e o aumento da demanda levou à implantação de um novo viveiro. Foi criado então o Viveiro de Carapicuíba, que passou a produzir mudas de árvores, herbáceas e hortaliças, além de contar com uma olaria, que confeccionava vasos para plantas. Essa área foi trocada por um terreno no município de Cotia e, em fevereiro de 1969, foi criado o Viveiro de Cotia, especializado em produção de mudas de árvores. O projeto desse viveiro foi realizado pelo botânico Harry Blosffeld. Atualmente, ocupa uma área de 665.000 m², distribuídos em depósito de mudas, estufins e sementeiras, quadras de formação e fragmento de mata, em parte remanescente e em parte implantada.

 

Em 1987 foi implantado o Viveiro do Carmo, localizado no Parque do Carmo, bairro de Itaquera, onde são produzidos arbustos e herbáceas. Originalmente ocupava uma área de 24.000 m², sendo ampliada em 1995 para 40.000 m² de área produtiva, com quadras e estufins.

 

 

A Divisão Técnica de Produção

A Divisão Técnica de Produção, pertencente ao Departamento de Parques e Áreas Verdes da Secretaria do Verde e Meio Ambiente da Prefeitura do Município de São Paulo, possui três Seções Técnicas em sua estrutura:

 

Seção Técnica de Produção de Mudas – responsável pela produção de mudas ornamentais e nativas de boa qualidade, de espécies resistentes e adaptadas ao ambiente urbano, com a maior diversidade possível, atendendo à demanda de mudas de espécies arbustivas e herbáceas – Viveiros Manequinho Lopes e Carmo – e arbóreas e palmáceas – Viveiro de Cotia – utilizadas no ajardinamento e arborização das áreas da municipalidade.

 

Seção Técnica de Arborização e Ajardinamento – promove a arborização, o reflorestamento e o ajardinamento em vias públicas, parques, praças, jardins e demais logradouros públicos através do fornecimento de mudas e/ou insumos e/ou diretrizes técnicas para planejamento às unidades executoras do plantio de árvores, bem como é responsável pelo recebimento e pelo controle das mudas e protetores provenientes de Termos de Compromisso Ambiental da Secretaria do Verde e dos Termos de Ajustamento de Conduta do Ministério Público. Executa, ainda, a ornamentação de vasos e jardineiras utilizados por órgãos municipais.

 

Seção Técnica de Pesquisa e Experimentação – promove pesquisa, estudo e experimentação em áreas de conhecimento correlatas às atividades da Divisão, realiza coleta, beneficiamento e distribuição de sementes para os viveiros municipais, sendo também responsável pelas visitas monitoradas ao Viveiro Manequinho Lopes.

 

Saiba como funciona o fornecimento de mudas

Todas as mudas de plantas ornamentais produzidas pelos viveiros municipais são destinadas a atender a demanda da cidade de São Paulo no que se refere à arborização e ornamentação paisagística, realizadas em áreas municipais como praças, parques e canteiros centrais. Os órgãos municipais, através de seus responsáveis técnicos da área – engenheiros agrônomos ou florestais – devem consultar os viveiros, através de contatos telefônicos, sobre a disponibilidade das mudas pretendidas e, posteriormente, enviar documento especificando as espécies e quantidades para reservas prévias e/ou programação de produção.

 

Saiba como funcionam a doação e o empréstimo de vasos

A doação de plantas em vasos é autorizada apenas para órgãos públicos municipais. O fornecimento é efetuado sempre que houver disponibilidade, após solicitação por escrito à Divisão.

 

O empréstimo de vasos para eventos ou solenidades poderá ser requerido por qualquer órgão público interessado, através de solicitação por escrito contendo o período do empréstimo à Divisão.

 

Saiba como funcionam as visitas monitoradas ao Viveiro Manequinho Lopes

São realizadas visitas monitoradas ao Viveiro Manequinho Lopes. Tais visitas, realizadas em grupo grupos de até 30 pessoas, devem ser previamente agendadas, quando serão abordados aspectos de botânica, de agronomia e de flora, de uma maneira geral. As visitas deverão ser solicitadas, por escrito, à Divisão.

 

 

Informações:

 

- Divisão Técnica de Produção (DEPAVE – 2)

Av. IV Centenário, Jardim Luzitânia

Telefax: (11) 3887-7723/3887-6761

 

- Departamento de Parques e Áreas Verdes (DEPAVE)

Rua do Paraíso 387, 7º andar

PABX: (11) 3372-2200

 


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